pescaria1

Existe um relato do místico Osho que ilustra como as ideias preconcebidas anulam nossas possibilidades.

Em certa manhã bem cedo, antes do nascer do sol, um pescador foi ao rio.

Perto da margem, sentiu algo sob seus pés e descobriu que era uma pequena bolsa de pedras. Recolheu a bolsa, deixou a rede de lado e ficou de cócoras à beira da água.

Estava esperando a luz do dia para iniciar seu trabalho diário quando, preguiçosamente, pegou uma pedra da bolsa e a jogou na água. Entretido com o barulho que se fez, jogou outra pedra.

Como não tinha nada para fazer, continuou jogando as pedras, uma atrás da outra.

Quando o dia realmente clareou, ele já havia jogado todas as pedras, exceto a última, que estava na palma da sua mão.

Seu coração quase parou quando, à luz, viu o que tinha na mão.

Era uma pedra preciosa! No escuro, havia jogado muitas delas. Quanto havia perdido sem perceber!

Desolado, amaldiçoou a si mesmo e quase enlouqueceu de arrependimento.

Por mero acaso, havia deparado com uma grande riqueza que poderia ter proporcionado um bem-estar extraordinário à sua vida.

Mas, sem perceber, perdera essa riqueza na escuridão.

E, apesar de tudo, teve sorte, porque ainda lhe restava algo: a luz havia chegado antes que ele lançasse a última pedra.

 

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